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Page history last edited by PBworks 5 years, 2 months ago

Tivemos visitas, nesta página.

Olá a todos e a todas!!

 

By Suzana Maria Marques Zamberlan

Turma 06 - PR

 

Parece incrível, mas, consegui chegar até aqui.

 

Para falar do Projeto de Aprendizagem - PA

e,ou Projeto de Pesquisa - PP

Suas similaridades, diferenças e minhas impressões...

 

Por falar em similaridades, quando se fala de pesquisa, lembra: comprometimento, dedicação, disciplina, ..., aprendizagem.

 

Talvez, por isso, minha preferência pelo termo Aprendizagem por Projeto - PA, e o critério de escolha se deva por iniciar com o termo aprendizagem que entende-se “como processo de conhecimento, de compreensão, de relação em que as condições externas atuam mediadas pelas condições internas”.

 

O propósito da aprendizagem e, também seu problema capital, é a explicação de como se constroem, condicionada, pelo meio, numa concepção intrínsica, os processos de raciocínio subjacentes às respostas e aí, então, pergunta-se com freqüência:

 

O quê?, Para quê? e Por quê se aprende?

 

 

Atividade 01 - PROA 06

 

Há todo um aspecto formal, no envolvimento de um Projeto de Pesquisa - PP, pois, com base no problema apresentado, procura-se revisar a literatura especializada e formar a base teórica-empírica, com intenção de delimitar os principais conceitos, suas relações e definir a perspectiva adotada no estudo a partir da realidade da lógica de determinado(s) autor(es) e, então, escrever páginas e páginas de um rigoroso trabalho acadêmico, sob a forte influência de determinados orientadores.

 

No PA, a proposta é de uma metodologia de abordagem em sala de aula, de maior proximidade, portanto, iniciando-se enquanto investigador, sujeito às percepções e interpretações sob os fatores externos do ambiente como condições tecnológicas, legislação, disponibilidade de recursos, condições culturais, políticos, econômicos, demográficos e outros de impacto sobre a vida e desenvolvimento de quem propõe o projeto. São o conjunto de idéias, questionamentos, valores e crenças, que dão ordem e coerências as estruturas e sistemas internos e nestas relações fornecem determinada percepção do mundo e do ambiente, partindo do conhecimento prévio, permitindo-se a exposição da curiosidade, crescendo com a sistematização de idéias, interagindo e pesquisando até o conhecimento específico, mas, significativo.

 

Atividade 02 - PROA 06

 

"EXERCÍCIO COM O VÊ EPISTEMOLÓGICO"

 

1. QUESTÃO CENTRAL

 

Quais as interpretações das nuvens feitas pelas crianças em variáveis não lingüísticas?

 

 

2. ANÁLISE

 

Na análise dos dados, usaremos o sistema ACME (Anti-linear Chaotic Measurement of Epistemological-spontaneity) desenvolvido por Jones (Jones, s.d). Este sistema permite avaliar os resultados do experimento de forma dinâmica, pois a espontaneidade não pode ser capturada, muito menos quantificada, mas apreciada nos interstícios da objetividade sempre parcial quando rigidamente estruturada nos arcabouços artificiais da ciência moderna.

 

 

3. CONCEITOS

 

Sistema de Significações - Epistemologia – Espontaneidade Epistemológica - Balança Epistêmica.

 

 

4. JUSTIFICATIVA

 

É preciso conhecer o sistema epistemológico das crianças em suas manifestações espontâneas para que se possa elaborar atividades em sala de aula que aproveitem a dinâmica do conhecimento infantil. Nuvens têm sido interpretadas por crianças de todas as culturas em todas as épocas, mas poucos estudos têm sido realizados sobre este assunto, e, na sua maior parte, são restritos à interpretação lingüística das nuvens (Aethereu, 2002).

 

 

5. TEORIA

A teoria que guiará nossa investigação é Teoria X, cuja tese principal é a de que a espontaneidade epistemológica é o fundamento da aprendizagem: "é a espontaneidade do sujeito conformando o fluxo incessante de informações o que cria e recria as realidades" (Wells, 2008), ou como afirma brevemente Marx: "o sujeito sujeita aquilo a que está sujeito"(Marx, 1969).

 

Estamos utilizando o princípio de "balança epistêmica" de Marx, segundo o qual os conceitos são abstrações de propriedades ontológicas que precisam ser re-concretados para manter e ampliar seu significado, o que é feito transformando o conceito em atividades concretas (Marx, ibid.). Sabendo como a re-concreção ocorre poderemos planejar atividades escolares mais significativas para as crianças.

 

 

6. COLETA E ORGANIZAÇÃO DE DADOS

 

Os dados serão coletados através da observação do comportamento das crianças, inclusive gravando as atividades, e por conversas informais ao longo da realização do experimento a fim de descobrir os raciocínios que elas desenvolvem enquanto interpretam as nuvens.

 

Nosso estudo utilizará um experimento não lingüístico para descobrir a materialização dos conceitos relacionados às nuvens nas crianças.

O experimento consistirá em expor crianças de 5 a 7 anos ao céu nublado e fornecer-lhes materiais pedagógicos de interpretação, tais como papel e lápis de cor, massa de modelar, tanque transparente com água e tubos de tinta, algodão e cola, e instrumento musical improvisado que imita o som de trovoadas. Os pesquisadores não indicarão o que devem fazer, apenas irão conversar brevemente com as crianças sobre as nuvens no céu deixando-as à vontade com o material pedagógico.

 

7. EVENTOS

 

Experimento não lingüístico para demonstrar a materialização dos conceitos relacionados às nuvens nas crianças.

A descoberta dos raciocínios que as crianças desenvolvem, enquanto interpretam as nuvens, mediante informações e material pedagógico com os quais possam concretizar tal conceito.

 

Atividade 03 - PROA 06

 

TEORIA E CONCEITOS

 

Neste espaço, pretendo descrever sobre a Teoria que utilizarei na minha pesquisa como resposta à atividade do Seminário PROA 06.

 

 

Dentro da perspectiva mediacional, considerando-se que em toda aprendizagem intervém de forma mais ou menos decisiva, as peculiaridades da estrutura interna, assim, pretendo apropriar-me criteriosamente da Teoria Construtivista, além de outras, orientando-me atenta e cuidadosamente por elas, na realização de um trabalho educativo tendo como guia os passos do método pedagógico proposto pela pedagogia histórico-crítica. Considero tal estudo de maior relevância, por traduzir, para efeitos de trabalho com alunos no interior da sala de aula, uma teoria da educação que se quer, ao mesmo tempo crítica e transformadora.

 

Conceitos: Construtivismo – Aprendizagem Cooperativa – Interacionismo – Comunidades Virtuais de Aprendizagem.

 

O que já vi a respeito: Além dos artigos sugeridos neste curso, algum material trabalhado nos Seminários Estaduais e Grupos de Estudos por áreas, realizados em 2005 no Paraná. Pesquisa na Internet de autores com trabalhos nesta área. Ex:. Na área de Matemática para o Ensino Médio. Entre outros, os mais recentes...

Li : SACRISTÁN, J. G. Compreender e transformar o ensino. Ed. Artmed, 1998.

SENGE, P. M. A Quinta disciplina – Arte e prática da organização que aprende. São Paulo: Best Seller.

 

O que gostaria de saber: Ler mais artigos, monografias, dissertações e teses de autores contemporâneos, com propostas pedagógicas inovadoras, baseadas na teoria construtivista, que possam enriqueçer nosso aprendizado, como os Estudos de Casos, capazes de transformar paradigmas educacionais, concepções de conceitos como aprendizagem, ensino, colaboração e interação, produção colaborativa, avaliação formativa, por Portfolio.

 

Atividade 04 - PROA 06

 

http://observacao06.pbwiki.com/T%C3%A9cnicas%20de%20Pesquisa

 

Questionário

Num questionário, a informação que se obtém é limitada às respostas escritas dos sujeitos a questões pré-elaboradas. Isto é, o conteúdo das questões podem versar sobre o que as pessoas sabem, sobre aquilo em que acreditam; esperam, sentem ou desejam, ou sobre o que têm feito.

 

A vantagem principal dos questionários é que eles são freqüentemente menos dispendiosos para se aplicar. Isto porque questionários são, na maioria das vezes, simplesmente enviados pelo correio ou fornecidos a grandes números de informantes simultaneamente. Com uma dada quantia de recursos financeiros, é usualmente possível cobrir uma área mais ampla e obter informações de mais pessoas, através de questionários, do que entrevistando cada informante por telefone. Uma segunda vantagem do questionário é que ele evita vieses potenciais do entrevistador. Outra vantagem dos questionários é a de que os informantes poderão se sentir mais seguros com os mesmos em função de um caráter anônimo e, com isto, se sentirem mais à vontade para expressar pontos de vista que temam colocá-los em situação problemática ou que julguem não ter aprovação. Outra característica do questionário que é desejável, algumas vezes, mas nem sempre, é que este poderá exercer menos pressão sobre o respondente para que dê uma resposta imediata. Poderia conter poucas questões em cada página e instruções a serem seguidas antes de passar para a página seguinte.

 

Desvantagens – O sujeito interpreta erroneamente uma questão ou registra sua resposta de maneira desconcertante, normalmente há pouco a ser feito para mediar a situação.

Comments (7)

Anonymous said

at 2:21 pm on Oct 10, 2006

Oi Suzana Maria
Parabéns, você chegou até aqui. Dá para sentir a sua alegria. Querida Suzana você escreve muito bem e tem ótima noção sobre pesquisa. Desconfio que você já fez pesquisa. Meu questionamento partirá deste excerto do seu texto: "São o conjunto de idéias, questionamentos, valores e crenças, que dão ordem e coerências as estruturas e sistemas internos e nestas relações fornecem determinada percepção do mundo e do ambiente, partindo do conhecimento prévio, permitindo-se a exposição da curiosidade, crescendo com a sistematização de idéias, interagindo e pesquisando até o conhecimento específico, mas, significativo." O que você escreveu tão bem sobre PA aplica-se ao PP? Se sim ou não, por quê? Desejo a você um ótimo trabalho, cheio de conquistas. Um abraço, Marie Jane

Anonymous said

at 9:35 am on Oct 16, 2006

Olá! Suzana,

Puxa, me contagiei com a sua alegria e entusiasmo, que legal!!!

Estarei aqui aguardando as suas novas reflexões e comentário a respeito do questionamento que a professora Marie Jane lhe deixou.

Beijo e,

Bom estudo!!!

Tutora cris.

Anonymous said

at 11:16 am on Nov 4, 2006

Olá! Suzana, a sua atividade 2 está ótima, ressalto o fato de você ter utilizado as suas próprias palavras para elaborá-la e não apenas a cópia de partes do texto. Apenas gostaria de ressaltar que na verdade quando se fala de conceito dentro de um vê epistemológico refere-se aos conceitos científicos que embasarão a sua pesquisa e não os conceitos a serem estudados por ela. Então dê uma julgada nos conceitos que você colocou e veja se todos realmente estão embasando a sua pesquisa, ok? Eu ainda acrescentaria o conceito sistema de significações da criança e epistemologia. Abraço,
Cris.

Anonymous said

at 8:00 pm on Nov 9, 2006

Olá,Cristina e Marie Jane!
Refiro-me aos esquemas interpretativos que delineiam as estratégias de ação, fornecendo determinada percepção do mundo e do ambiente. Operacionalizar estes esquemas interpretativos é conhecer seus valores e crenças. Os valores indicam padrões de referências racionalizados por uns e compartilhados por outros, já as crenças atuam como pressupostos subjacentes, compartilhados pelos membros, aceitos como verdadeiros, geralmente, não abertos à discussão, e que influenciam a sua forma de perceber e interpretar o ambiente. Se aplica-se ao PP? Sim. Por quê? O que os diferenciam significativamente, já estudamos, é o método. Conforme a investigação que se quer fazer, escolhe-se o método apropriado. Cada delineamento é útil em uma determinada situação, isto é, o qual é mais apropriado para responder a um tipo diferente de questão. Mas no PA o sujeito é desafiado a questionar, expressar suas dúvidas, e estas questões emergem de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais. Dessa forma quem formula, desenvolve competências para equacionar os problemas. Já no PP, tais questões satisfazem, normalmente, aos interesses de quem a pesquisa serve e que pontos de vista deveriam ser representados. Abraços, SUZANA.

Anonymous said

at 9:16 pm on Nov 28, 2006

Comentário da atividade 03 - Muito bem, a sua atividade 03 está muito boa! Agora é ir em direção a construção dos conceitos sobre a teoria escolhida (que você achar interessante) a partir da bibliografia selecionada. Bom estudo! Cris.

Anonymous said

at 8:56 pm on Nov 29, 2006

Oi Suzana. Vc observa o que segue: "no PA o sujeito é desafiado a questionar, expressar suas dúvidas, e estas questões emergem de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais. Dessa forma quem formula, desenvolve competências para equacionar os problemas. Já no PP, tais questões satisfazem, normalmente, aos interesses de quem a pesquisa serve". Não sei exatamente o quê a levou a fazer tal distinção e por que um é apontao como mais positivo do que outro. Mas tenho algo a registrar: na verdade a pesquisa e o PA não apresentam diferenças substantivas. Tanto em um como no outro os sujeitos são demanadados a pensar, posicionar-se, escolher, argumetar as razões de cada coisa. A diferença é mais aparente, porque em ambos você faz pesquisa. No caso da pesquisa para este curso, ela é acadêmica, no sentido de que segue certas normas do acadêmico, então vocês farão uma monografia. Mais um comentário: a priemira parte da sua intervenção está densa e apropriada. Continue assim. Abs, Marie

Anonymous said

at 9:02 pm on Nov 29, 2006

Não é fácil achar coisas realmente novas. Somente com busca e leitura e comparação você encontra algo que lhe permita dizer que é inovador. Mas o que vocês estão aplicando - os PAs - são inovações pela abordagem conceitual e prática. Não é um método de ensino, é um modo de compreender como se dá a aprendizagem e para tanto ter uma forma de acessá-lo, que no caso deste curso é o PA. O MEC tem premiado professores com propostas inovadoras. Você pode buscar o como e por que esses professores foram selcionados. Já li muitos trabalhos de professores premiados pelo MEC e realmente os considerei muito interessantes. Via de regra o que os distingue é uma prática com inserção teórico-compreensiva forte. Abs, Marie

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